Crise gerada por Coronavírus impulsiona setor de franquias home office

 

Modelos mais enxutos ou que demandam menos do franqueado são alternativa para o desemprego e terão maior procura nos próximos meses

 

A crise econômica e trabalhista gerada como consequência da pandemia do novo coronavírus, pode aumentar o número de desempregados no mundo em quase 25 milhões, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Para driblar este problema, as franquias têm apostado em modelos mais enxutos, chamados de home based ou home office. Capazes de serem gerenciadas de casa, essas opções são ideais para quem não quer ou não pode investir grandes quantias ou em um ponto fixo.

 

Dentre as redes que estão apostando nesta tendência está a Mr Fit, primeira em fast-food saudável do Brasil, que já sente o aumento na procura por esse tipo de negócio e, por isso, acabou baixando o valor do investimento inicial que era R$ 17 mil para R$ 8 e R$ 6 mil, dependendo dos equipamentos que o empreender escolher.  Nele, o franqueado vende refeições congeladas low carb sem sair de casa, com a ajuda de aplicativos de entrega, ou pode optar por distribuir as marmitas em comércios de sua região.  “O investimento de R$ 8 mil inclui taxa de franquia, estoque inicial de 100 refeições e material de divulgação, além do freezer adesivado que pode ficar em academias, escolas, mercados e outros estabelecimentos num futuro próximo. É uma oportunidade de recomeçar”, garante a CEO da rede Camila Miglhorini.

 

Mas engana-se quem acredita que as opções de franquias, dentro de valores mais acessíveis, está restrita ao setor de alimentação. Para quem tem fluência no inglês, a rede The Kids Club, especializada no ensino do idioma para crianças dos 18 meses aos 12 anos, oferece um modelo para atender cidades de até 50 mil habitantes pelo valor de R$ 23.500. Para a CEO da rede, Sylvia de Moraes Barros, o interesse pelas microfranquias têm aumentado consideravelmente nos últimos anos em razão dos diferenciais que o modelo traz e deve subir ainda mais. “O que estamos propondo é atuar em um negócio da atualidade e do futuro. O franqueado pode trabalhar em casa, com o apoio da marca e ser capaz de adaptar a sua agenda com as expectativas profissionais”, ressalta.

 

Outro setor que segue em alta é o da limpeza comercial, como no caso da americana Jan-Pro, maior rede de franquias home based do mundo e atuando há quase dez anos no Brasil. O investimento inicial é de R$ 20 mil. O franqueador centraliza a gestão do cliente e apenas passa a demanda para que o franqueado realize a limpeza. O foco dos atendimentos está em restaurantes, escritórios em geral, academias de ginástica, bancos, consultórios médicos, entre outros.

 

Agora, se a ideia é ter uma franquia como opção de fonte de renda extra, em que não é necessário dedicação exclusiva ao negócio, o ramo das vending machines é bastante farto. No Brasil o segmento ainda é tímido, frente aos países como Japão e Estados Unidos, mas tem crescido e chamado atenção para quem quer contar com uma fonte de renda a mais no fim do mês. As máquinas do Mr. Kidspor exemplo, custam a partir de R$  18.700 reais, valor que engloba o equipamento e a taxa de franquia. O franqueado conta com a assistência da rede para instalação em pontos estratégicos, manutenção vitalícia e compra de brinquedos exclusivos.“A Mr. Kids, como microfranquia, oferece aos franqueados a possibilidade de trabalhar nos horários que lhe são mais convenientes: é necessário apenas a alimentação das máquinas com os produtos, e isso pode ser feito em qualquer horário do dia”, finaliza Rodrigo Loredo, gerente de expansão da rede.

 

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